Quando devo despertar o bebê para mamar?

Nos primeiros dias de vida, muitos bebês dormem bastante e nem sempre acordam espontaneamente para mamar. Em geral, isso é esperado — mas existe um ponto importante: recém-nascidos precisam se alimentar com frequência para manter uma boa hidratação, ajudar no ganho de peso e reduzir o risco de hipoglicemia (queda de açúcar no sangue). Por isso, em algumas fases e situações, pode ser recomendado despertar o bebê para oferecer a mamada.

De modo geral, costuma-se orientar acordar o bebê para mamar quando ele é muito novinho e ainda não recuperou o peso de nascimento, quando está com ganho de peso insuficiente, quando é prematuro, tem baixo peso, apresentou icterícia importante, tem dificuldade para sugar, ou quando há qualquer preocupação com a quantidade de leite ingerida. Nesses casos, o intervalo entre mamadas pode precisar ser mais curto, e a equipe de saúde pode sugerir metas como mamar a cada 2–3 horas (isso varia de bebê para bebê).

Por outro lado, quando o bebê está crescendo bem, com ganho de peso adequado, boa diurese (muitas fraldas molhadas ao dia), fezes compatíveis com a idade e mamadas eficazes, é comum que o pediatra libere intervalos maiores, especialmente à noite. Alguns bebês passam a “engatar” períodos mais longos de sono sem que isso signifique algum problema — desde que esteja tudo bem no acompanhamento.

Alguns sinais de alerta para buscar avaliação (e não apenas “esperar melhorar”) incluem: bebê muito sonolento e difícil de acordar, sucção fraca, poucas fraldas molhadas, perda de peso além do esperado, choro fraco, pele muito amarelada, febre, ou qualquer mudança importante no padrão do bebê. Nesses casos, o ideal é conversar com o pediatra o quanto antes.

Se você está em dúvida, a melhor conduta é individualizar: a decisão de acordar ou não depende da idade do bebê, do peso, do tipo de alimentação (peito, fórmula ou ambos), do padrão das mamadas e do acompanhamento do crescimento. Com orientação correta, você ganha segurança e evita tanto a restrição desnecessária do sono quanto riscos por intervalos longos demais.

A informação de qualidade ajuda, mas nunca substitui a consulta ao médico. Busque ajuda profissional.